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A experiência da vida familiar

Nossa experiência vocacional pode ser resumida em uma palavra: realização. E como todo grande feito, é composta por pequenos momentos que, longe de passarem despercebidos, foram cruciais para nos encontrarmos onde estamos hoje. O sim que dissemos no altar diante de Deus e de pessoas queridas está além daquele instante; ele caminhou entre o que já foi e o que será.

Relembrou o sim dado no início do namoro, quando um casal apaixonado fazia planos e compartilhava objetivos, sonhos e o desejo de estar juntos, mesmo diante da incerteza de uma relação nova. Cada sim dado no namoro que permitiu o conhecimento do outro, de suas características, sua família, seus planos e nos deu a chance de trilhar novos rumos.

Fez memória daquele sim emocionado no pedido de casamento, que aprofundou mais a relação e nos fez desejar a cada dia o compromisso definitivo do sacramento. O sim dado na preparação para o matrimônio, que foi muito além de coisas burocráticas, práticas ou materiais, apesar de incluí-las, e que foi nos apresentando a grandeza dessa vocação através de formações e da experiência de outros casais. O sim que seria dado na escolha da casa, nos novos costumes, na organização dos dias, na vinda da nossa filha, na forma de educar, no amadurecimento… O sim que será dado ainda tantas vezes ao longo dos anos, a cada nova situação, nos moldando diante dos desafios e novas prioridades.

No nosso pouco tempo de casados já aprendemos e mudamos muito. Percebemos na prática que o matrimônio não é um estado de vida estático, mas exige constante transformação e adaptação. Lidamos com diversas situações que muitas vezes eram desconhecidas e precisamos adotar uma postura coerente em cada uma delas, buscando fazer o melhor diante das particularidades da nossa família. Isso também não se aprende de uma hora pra outra. Exige tempo, profundo conhecimento do casal, respeito e afinidade.

Assim, a cada situação vamos enxergando cada vez mais que não há espaço para egoísmo no casamento, mas que é um completo doar-se para e pelo outro. Quando nos casamos já não éramos mais os mesmos. Formamos uma nova família, em uma nova casa, com novos costumes, nova dinâmica, nova organização. O jeito da nossa casa é só nosso, desde a maneira como organizamos os livros, móveis, compras, até a forma de conversar ou expor ideias. É tudo novo e tudo contempla os dois. Agora não só os dois, mas os três.

Com a vinda da nossa filha tudo se transformou novamente e o que ainda restava de egoísmo vai desaparecendo cada vez mais. Precisamos reorganizar a rotina, nossos costumes e hábitos, mas principalmente a nós mesmos. A paternidade nos muda por completo, gradualmente. É até difícil conseguir descrever. Depois que nos tornamos pais tudo que vemos é sob essa ótica e buscamos ser cada vez mais virtuosos, dedicados e disponíveis como esposos, pois sabemos que isso também implica na educação dos filhos.

O matrimônio vai muito além de um estado civil ou uma relação. Ele é um sacramento, uma graça que Deus nos dá como base para a vida familiar. Não é possível viver uma vocação longe Daquele que dá sentido a ela, por isso devemos sempre buscar uma maior intimidade com Deus, estendendo essa experiência para toda a família e compreendendo o sentido sobrenatural desse chamado. Somente cumprindo os desígnios de Deus para nossa vida é que podemos dizer que somos realizados naquilo que fazemos.

 

Ângelo e Vitória Rodrigues

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