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A vitória só chega pra quem enfrenta

Não é de se admirar o fato dos noticiários nos apresentarem constantemente tristes realidades. Realidades em forma de lutas. Lutas para sobreviver, para superar, para encarar a dor.

E não tão distante, encaramos as nossas próprias lutas. As nossas lutas diárias. A luta no início do ano para refazer os propósitos. A luta do recomeço. A luta para acordar cedo. A luta com a saúde. A luta para ser paciente. A luta para vencer a violência. A luta para estudar e conseguir um emprego – ou se manter nele. A luta para perdoar. A luta contra a tristeza. A luta para ter uma vida honesta – e oferecer aos seus uma vida digna. A luta para ser uma pessoa boa.

De acordo com o dicionário, uma das definições para a palavra luta, é: “combate em que dois adversários desarmados se enfrentam em corpo a corpo”.

Não bastante, ainda podemos citar a luta contra os nossos erros, nossas falhas, nossas fraquezas. Lutar contra si mesmo. Parece solidão, abandono, esquecimento. Lutar desarmado… “Ainda não tens resistido até o sangue, na luta contra o pecado.” (Hb 12, 4). A luta contra o pecado… Basta nascer humano para enfrentar essa luta.

Outros tantos também já enfrentaram suas lutas: a vida dos santos nos mostra o quanto lutaram, e a forma como lutaram. São combatentes que atravessaram esta batalha antes de nós. E para nossa sorte, nos mostraram o que fazer. Um fato comum na vida de muitos deles, que inclusive encontramos em seus relatos e diários: os santos não fugiram dos seus sofrimentos, eles não temiam suas lutas. Me perguntava eu, como amar a pobreza, como amou São Francisco? Como amar a humilhação, como tanto amou Santa Teresinha? Como amar a própria doença física, como amou Santa Faustina? Como amar a obediência e a pureza, como Santa Luzia e Santa Maria Goretti? Como não fugir e não negar a fé, como tantos outros mártires?

Só encontrei uma resposta: eles não amaram o sofrimento pelo sofrimento, havia algo muito maior, eles tiveram um Amor Maior. Eles amaram o Bem-Amado. Eles sabiam que suas lutas eram somente parte do caminho, e não o fim último. Eles sabiam que lutar era realmente necessário, pois só desta forma chegariam ao objetivo final. Ardia o desejo de lutar nos seus corações. O sofrimento não era pouco, a luta não era fácil. Assim como não é para nós. O que fazer então?

Outro segredo que a vida deles nos revela é a forma como encararam suas dificuldades: eles olharam além. Eles não pararam nos obstáculos, não desistiram. Precisamos também nós urgentemente fazer o mesmo: olhar além… É preciso seguir os passos de quem sabe o caminho. É preciso ir além. É preciso olhar além. Avançar para as águas profundas. Olhar além do que os nossos olhos conseguem perceber agora. Ter uma visão mais profunda do que os nossos sentimentos atuais nos fazem focar. Perceber as nossas cegueiras já é uma forma de lutar. É olhar o Alto, o Grande. É voar como águia, que sobrevoa as maiores alturas, com calma, serenidade, sabendo onde vai.

Temos um Defensor. Que sorte a nossa! Sorte esta traduzida em amor, compaixão, misericórdia. O dicionário se engana em não citar a exceção dessa luta, que não é desarmada. Temos nossas armas, temos Quem lute por nós, em nosso favor! É Ele quem está a nos oferecer armas a todo instante. Cabe a nós lutar até o sangue.

Às vezes é necessário pedir socorro, por que sozinho não é possível. Como um time, nesta batalha não estamos sozinhos. Algumas vezes é preciso andar duas casas para trás, para então avançar. Em outros momentos, precisamos apressar os passos. Quanto tempo ainda teremos que lutar? Aliás, quanto tempo ainda temos para lutar? O importante é não parar. Nunca parar. Não podemos perder tempo. É preciso estar de pé. Mesmo quando tudo tenta nos afundar. É preciso lutar. É agora o tempo de lutar. Olhar fixo. Objetivo em mente. Sempre há o que melhorar. É necessidade. Sempre há um caminho por onde recomeçar.

Neste verão, em meio ao sol e aos dias quentes, tiveram dias nublados. Em um dia, que seria apenas mais um da estação, o tempo mudou. O verão deu as costas e tudo se foi. O cinza venceu o azul. Há dias cinzentos, mesmo no meio do verão. Tudo parecia distante, mudo, silenciosa dor. Há dias cinzentos também no meio das vitórias, momentos em que tudo parece acabado e a guerra, perdida… Mas conforta pensar que por trás das nuvens escuras, o sol está lá… radiante! A tempestade vai passar! Só é preciso esperar o recomeço. E, como bons combatentes, encarar. Pois a vitória só chega para quem enfrenta, como diz a música…

Levanta cedo, vamos pro front guerreiro
Cabeça erguida que essa batalha apenas começou
Enfrente o medo e a insegurança,
Seguindo em frente que a nossa gente não desistiu nem se entregou
Não avançar é recuar, então preparem as armas porque nós vamos invadir o lugar
Sabedoria, inteligência, conhecimento é o pesadelo de quem quer nos enganar
Ninguém vai recuar
Estamos prontos pro combate o medo é fé no contrário você tem fé em que?
Não há motivos pra temer nem nada e nem ninguém
A vitória só chega pra quem enfrenta
(Combate – Detonautas Roque Clube)

Juliana Peixoto – Oficina de Valores

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