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A vivência cristã no trabalho

Nos dias de hoje, ser cristão encontra diversas situações, que vão desde o nosso modo de agir diante das situações relacionadas ao trabalho até o nosso comportamento com as pessoas. Talvez esta seja a mais importante e também a mais complicada, pois é através das situações que vivemos com as pessoas que sabemos quem realmente somos: se somos verdadeiros ou estamos sempre usando máscaras.
Em nosso dia a dia, sempre somos colocados à prova naquilo que se refere ao nosso cristianismo, direta ou indiretamente. Digo isso porque o nosso trabalho também é um lugar onde devemos ser quem somos, ou seja: se somos cristãos, temos que nos comportar como tal, e não ficar escondidos como verdadeiros “agentes secretos”, mais conhecidos como
cristãos 007.
Isso não quer dizer que, para sermos identificados como cristãos, precisamos sempre usar camisas religiosas, crucifixos enormes, ter uma Bíblia aberta sobre a mesa, ou ainda estar sempre falando da Igreja. Isso não é necessário; bastam atitudes e bons exemplos, pois acima de tudo somos humanos, e estamos sempre sendo postos à prova em tudo.
Mas como sermos cristãos no trabalho? Podemos começar diante das situações relacionadas ao trabalho por si só; por exemplo: sendo pontuais, honestos, verdadeiros, ou seja, tendo características cristãs que nos farão, com certeza, pessoas melhores. Quantas vezes em nosso dia a dia não nos deparamos com situações em que talvez a verdade possa nos custar caro – como, por exemplo, quando cometemos um erro em nosso trabalho? No fim das contas somos humanos e estamos sujeitos a isso. A nossa primeira vontade, diante desse tipo de situação, sempre é procurar inventar um culpado, ou uma desculpa. Infelizmente, existem pessoas tão “espertas” que até já dizem a seguinte frase: “Se a culpa é minha, eu ponho em quem eu quiser” ou então “Errar é humano, mas procurar um culpado é mais humano ainda”. Desse jeito onde iremos parar?
Ao sabermos destas “qualidades” acima é que surge a grande missão: sermos verdadeiros, mesmo diante destas situações. Outro ponto importante passa pelo relacionamento interpessoal, que julgo ser a situação mais complexa a se enfrentar, mas também a mais bela de todas. Acredito que, para se ter um bom relacionamento com as pessoas em nosso trabalho, é necessário a compreensão de três pessoas: o eu, o outro e o nós.
Então vamos falar um pouco dessas três pessoas, a começar pelo “eu”. Essa pessoa necessita entender que ela também tem limitações e está longe da perfeição, ou seja, também precisa de ajustes, também é passível de erro. Então, por que colocar a culpa sempre no “outro”? “Eu” não posso exigir que o outro seja aquilo que eu quero. Preciso saber que o “outro” também traz, em sua bagagem, coisas que não posso mudar, como valores culturais, religiosos e sociais. Para que “nós” possamos ter uma bela convivência precisamos respeitar tudo que TODOS trazemos em nossas bagagens de vida e, a partir daí, encontrar o mais belo da essência do relacionamento humano.
Atualmente, eu trabalho em uma empresa fabricante de ônibus, já faz três anos. Durante esse período, já convivi com vários tipos de pessoas, desde mais velhas a mais novas; das mais inteligentes às menos inteligentes; também homens, mulheres, homossexuais… enfim, vários tipos de pessoas. Também já enfrentei várias situações inusitadas: certa vez, em uma conversa com os amigos, surgiu um assunto sobre infidelidade conjugal. Até costumo dizer que, no meu trabalho, as pessoas têm a sexualidade muito aflorada, tanto os homens quanto as mulheres. Mas, voltando à referida conversa: nesse dia, todos os demais homens do meu setor de trabalho estavam tentando me convencer de que eu estava errado por ser fiel e não pensar em traição, mesmo com tantas mulheres bonitas que vejo todos os dias. Enquanto eles afirmavam trair sem o menor peso na consciência, bastando-lhes uma oportunidade… Mas por que estou contando isso? Porque, nesse dia, aprendi que posso ser firme no que acredito sem precisar ofender ou ser ríspido com alguém. Depois desse dia, comecei a ser mais respeitado em vários aspectos e, inclusive, no meu modo de viver.

Hoje, mesmo com todas as adversidades do dia a dia, e as surpresas que as pessoas às vezes nos proporcionam, digo com 100% de certeza que é totalmente possível ser cristão no trabalho. E que isso é uma enorme riqueza, que somente será acumulada no dia a dia, vivendo as experiências que a vida nos proporciona.

Rodrigo Sixel

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3 Comentários

  1. Anderson Dideco

    Mt legal, tanto o txt como o "testemunho". Cristão 007 eu não conhecia, rsrs.

  2. Gostei muito! continue firme e fiel! Deus te abençoe…

  3. Gostei muito do texto, Rodrigo.

    Uma coisa que acontece comigo, creio que deve, é que a nossa fé nos ajuda a trabalhar. No sentido de que nos ajuda tanto a cumprir com os nossos deveres do dia, mas também a gostar mais do trabalho.

    Abraço e fica com Deus

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