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As crônicas de Nárnia: Aslam e Jadis

Você já deve ter ouvido a popular frase: “As aparências enganam”. E essa frase pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Quantas vezes nos enganamos com as aparências das coisas, das pessoas ou até sobre nós mesmo? Um leão pode parecer feroz, perigoso e uma rainha bonita, bondosa, mas essa visão pode mudar com a leitura das Crônicas de Nárnia.

No livro e no filme a “rainha” Jadis se apresenta a Edmundo (Personagem que falamos no texto anterior) de maneira positiva, como uma bondosa rainha, que satisfaz suas vontades, suas necessidades de se aquecer, promete a ele que ele será rei em troca somente de respostas para algumas perguntas. Mas ela só faz isso por ele, pois deseja algo em troca, informações valiosas para manter seu próprio trono. A “rainha” Jadis parece boa, só parece. Lewis diz no livro “Fazia parte dos poderes da feiticeira dar às coisas aparência daquilo que não eram”. A Feiticeira dá um doce sem graça também a Edmundo, mas com aparência deliciosa. No filme quando ela joga fora o cálice com manjar turco (o doce sem graça) e acerta uma árvore, ele logo se torna neve. Quando o menino encontra com ela uma segunda vez, é extremamente mal tratado. O manjar turco era um doce que nem era tão gostoso como um pudim, sorvete, mas o menino se convenceu de que era maravilhoso em troca de trair seus irmãos. Edmundo sentia que era uma má ideia entrar no trenó de Jadis, mas ele entra e depois se esquece do medo que sentiu, pois se deixou levar pelo mal, com a promessa de poder para si, pois o mal se apresentou como bom.

Dificilmente eu e você na posição do menino teríamos feito diferente. Pense comigo: Quantas vezes pareceu mais “apetitoso” ver uma série ao invés de terminar um trabalho? Quantas vezes pareceu mais nobre ler informações no “Twitter” para andar “antenado”, do que lavar uma louça suja para poupar alguém da sua casa? Quantas vezes você já foi rude ou teve um ataque de fúria, jurando para si mesmo que só estava sendo justo ou estava no limite? A princípio você pode até saber que é uma má ideia ficar mais 5 minutos na cama, que não adiantará nada para te descansar mais, mas nos convencemos do contrário e acabamos colhendo as consequências daquilo ao decorrer do dia.

Tal como o dom da Feiticeira, tem coisas nas nossas vidas que parecem boas, mas não passam de um prazer momentâneo. Esse é o poder do mal, fazer as coisas ruins, em pequena e grande proporção, parecerem boas e posso falar com certeza para você que as ruindades de grande proporção só foram se tornando possíveis com a adesão que tivemos as pequenas maldades no nosso dia a dia. Somos inclinados naturalmente a sermos egoístas, mas essa é uma das coisas que quanto mais natural pior é. O mal deseja tudo para si próprio e se apresenta de maneira bela para nos atrair, atraindo ao seu modo, de maneira personalizada para cada pessoa.

Enquanto isso, o Leão que parece um animal perigoso, gera certo tipo de temor ao ser pronunciado seu nome. Quando o Senhor Castor fala que Aslam é um leão, Suzana diz a seguinte frase: “Estava achando que era um homem. E ele… é de confiança? Vou morrer de medo de ser apresentada a um leão”. A palavra “temor” significa sentimento de profundo respeito e obediência, é como um medo bom, de quem reconhece a grandiosidade do outro perto sua pequenez. O Leão é o total oposto da Feiticeira, que aparenta ser boa. Ele aparenta ser perigoso, mas personifica o bem, a misericórdia, a compaixão, a grandeza de um rei e o Amor. Isso se demonstra com a incrível doação total de Aslam por Edmundo. O menino era um traidor, como vimos no texto passado, mas a compaixão de Aslam deu sua própria vida para salvar a do menino.

Edmundo teve tanto a experiência de se deixar ser enganado pelo mal (A Feiticeira), quanto a de deixar ser amado e perdoado pelo bem (Aslam).  Nós também partilhamos dessa experiência. Tomemos cuidado com todas as aparências, não somos bons juízes nem de nós mesmos, que dirá dos outros e das situações da vida. Precisamos treinar o nosso olhar, e deixar “afogar o mal em abundância de bem”, para só assim enxergarmos de forma límpida e clara a verdadeira bondade na vida. O mal pode PARECER melhor e mais bonito, pode fazer mais barulho; porém o mal sempre é desmascarado, o bem sempre vence ao final, essa é a lição valiosa dessa história de fantasia:

“O mal será bem quando Aslam chegar,

Ao seu rugido, a dor fugirá,

Nos seus dentes, o inverno morrerá,

Na sua juba, a flor há de voltar.”

 

Carolline Ramos Dias

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