BIGtheme.net http://bigtheme.net/ecommerce/opencart OpenCart Templates
Home / Sem categoria / As estatísticas que não nos contam

As estatísticas que não nos contam

 

Não é difícil escutar coisas como “a pornografia não faz mal, faz bem” ou “o divórcio é algo necessário nos dias de hoje” e ainda “dou liberdade a meu filho para fazer o que ele quiser”. Bom, antes de aceitarmos estas afirmações, acho interessante pensarmos em alguns dados dos Estados Unidos em relação a elas.

Segundo a organização secular DivorceRate, o índice de divórcio nos EUA é de 41% no primeiro casamento e acredita-se que em breve essa taxa alcançará os 50%. Diante de tais dados há quem diga e defenda o divórcio com o argumento que outro casamento seria a solução, pois o primeiro teria sido um erro ou algo do gênero. A mesma organização nos dá os dados que a taxa de divórcio para o segundo casamento é de 60% e de 73% para o terceiro casamento. Nossa cultura atual de relacionamentos sem compromissos desde jovens é refletida nesses números.

Agora vamos ver alguns outros dados que, em princípio parecem descolados dos que apresentei acima. Segundo um relatório da Internet Filter Review, a idade do primeiro acesso à pornografia gira em torno dos 11 anos. Muitos vão argumentar que é o início da puberdade, que é normal isso acontecer e que não há problema nisso. O que muitos não sabem é que o vicio a pornografia é uma realidade atual estudada por muitos pesquisadores, tais como a professora do Wheelock College – Boston (instituição sem vínculos religiosos), Dra. Gail Dines (PhD Sociologia Univeristy of Salford – Inglaterra). Esse vício e suas conseqüências podem ser vistos com mais evidência em uma pesquisa da American Academy of Matrimonial Lawyers (Academia Americana de Advogados Matrimoniais) – Segundo tal instituição, em 2003, 58% dos divórcios nos EUA tinha alguma relação com um dos conjugues terem um vício em pornografia.

Com um pouco de lógica, podemos ver que se cada vez mais crianças começam a ter seu primeiro contato com a pornografia ( e um vício só começa com um primeiro passo), esse contato muitas vezes só acontece por uma falta de atenção dos pais. Pais divorciados grande parte das vezes, em virtude das novas rotinas, não podem dar muita atenção aos filhos. Esta situação aumenta o risco de um contato excessivo com material pornográfico. Isto controi um vício que pode ocasionar novos divórcios. E assim se entra em um ciclo vicioso que ocasiona um efeito bola de neve.

Mas esse ciclo é apenas um reflexo também de uma sociedade sexólatra, na qual o ficar é colocado como algo comum e incentivado para começar um namoro. Namoro esse que assusta as pessoas quando é colocado como uma preparação para o casamento. Casamento que é visto muitas vezes como prisão. Para muitos casar é um erro e ter filhos é aumentar o rigor da prisão para uma de segurança máxima.

O que me deixa mais triste é ver que cada vez mais isso é tomado como verdade e que é menos impactante uma criança de 8 anos falando de sexo explícito do que um adolescente defendendo a castidade. E a virgindade sendo valorizada da pior forma possível – há um reality show australiano no qual existe um leilão da virgindade de garotas. Existe uma brasileira de 20 anos nesse leilão no qual seu valor está estimado em US$780 mil (R$ 1.560.000)…

Acredito que dificilmente alguém irá concordar que tais dados são positivos. Afinal como é colocado desde a ficção dos contos de fadas até os filmes atuais, todos querem o ‘viveram felizes para sempre’. Todos querem conhecer alguém, construir um grande amor e permanecer assim ‘até que a morte os separe’. Mas enquanto o mundo enxergar a castidade como algo muito difícil que não vale a pena tentar, grandes chances são de isso ficar somente na ficção. Porém quando o mundo enxergar a castidade como algo difícil (como tudo que vale a pena na vida) e ainda assim vivê-la, colheremos os frutos dela e caminharemos para mais finais felizes no mundo real.

 

 

Bernardo da Costa
Estudante de Engenharia do Petróleo – PUC – Oficina de Valores

Sobre Oficina de Valores

Veja Também

Oficina Entrevista: Comunidade Jesus Menino na JMJ

A Comunidade Jesus Menino foi escolhida para representar o continente americano na Jornada Mundial da Juventude ...

Um comentário

  1. Diego Gonzalez

    Como já dizia um conhecido nosso "contra fatos não há argumentos", hahaha. Acho que esses dados (não muito conhecidos) confirmam fatos que muita gente se recusa a acreditar. Muito bom o texto Bernardo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *