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Até a Vida Eterna

Caros leitores, dando continuidade a essa sequência de textos sobre as Crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, hoje vamos falar um pouquinho sobre um pequeno momento do livro, que pode ter passado despercebido, mas assim como todas as partes dele tem um grande significado!

Para os que somente viram o filme, esta parte infelizmente não é mostrada, mas citarei para vocês o que acontece no livro: após a ressurreição de Aslam, o encontro emocionante com Lúcia e Susana, e a explicação de Aslam sobre outra magia ainda mais profunda que era desconhecida pela feiticeira na qual “uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar para trás”, com isso, Aslam disse que se sentia mais forte e começou a brincar com as meninas de uma espécie de pique-pega. Os três se divertiram muito, Aslam corria e quase se deixava ser pego por elas em uma corrida animada, ele as jogava para cima e pegava de volta com suas patas grandes e peludas, enfim foi uma festa.

Ao final da brincadeira, o livro diz “O mais engraçado é que, quando por fim se deitaram ao sol, ofegantes, as duas já não estavam nada cansadas, nem com fome, nem com sede.” Não é curioso? Eu, por exemplo, me lembro bem de quando era criança e brincava de pique-pega sob o sol quente, eu ficava muito cansada e sentia no mínimo sede. Mas, por qual motivo Susana e Lúcia não sentiram? Você tem alguma ideia? Essa passagem é tão sutil que pode e passa por nós de maneira despercebida se não estivermos prestando atenção.

Acredito que C.S Lewis, nessas simples e curiosas três linhas, queira nos dizer algo muito valioso. Na Bíblia, no evangelho de João, na passagem em que Jesus conversa com a samaritana no poço, Ele diz a ela “Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.” (Jo 4, 13-14). Além disso, em outra parte do evangelho de João, quando Jesus está fazendo o discurso sobre o pão da vida para a multidão, Ele diz “Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.” (Jo 6, 35).

Logo, pode-se dizer que a saciedade de Lúcia e Susana também pode ser a nossa, quando vamos ao encontro de Jesus e permanecemos na sua presença, pois Ele nos oferece e nos preenche com algo muito mais precioso, verdadeiro e benevolente do que as coisas terrenas são capazes nos oferecer, isto é, o Pão da Vida e a Água Viva! Com isso, quero dizer que, quando se está com Jesus, aceitando a água que Ele oferece e trabalhando “não pela comida que perece, mas pela aquela que dura até a vida eterna, que o Filho do homem vos dará” (Jo 6, 27), as coisas terrenas que davam a ilusão de saciedade já não importam mais, dando lugar aquilo de mais inestimável para quem segue ou quer seguir a Cristo.

 

Ana Clara Gnanni

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