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Como manter a calma em tempos de guerra?

Guerra na Ucrânia acende alerta sobre preocupações e ameaças de risco nuclear.”

 “Ucrânia vive ‘crise de refugiados’ com homens proibidos de deixar país.”

“Segundo a mídia britânica, já há alertas para o tráfico de mulheres e crianças na fronteira da Ucrânia”

Essas são algumas das manchetes de canais noticiários dos últimos dias. Assustador, não é mesmo? A cada instante lemos e ouvimos informações sobre a condição atual do mundo e inúmeras emoções e sentimentos podem nos acometer. Nos assustamos, sentimos medo, ficamos indiferentes, a desesperança preenche nosso coração, a raiva envolve nossos pensamentos, ficamos ansiosos… Enfim, são muitas as formas de reagir a tais notícias. Neste texto, gostaria de propor algumas atitudes possíveis para que você possa manter a calma e a esperança diante desse cenário.

Em primeiro lugar, seja em situações de guerra, de desastres ou de acidentes, é preciso analisar o quanto as notícias lhe causam ansiedade ou medo. Se uma única notícia já é capaz de desestabilizar seu emocional, uma atitude pode ser muito eficiente no controle da sua calma: limitar o acesso aos noticiários. Evite consumir informações em excesso ou de fontes duvidosas que só causam mais insegurança. Se proteja de correntes no WhatsApp, de vídeos sensacionalistas e de fotos assustadoras o máximo que puder para que seus pensamentos e sua imaginação se mantenham distantes dessas imagens. Em rodas de amigos, tente escapar de conversas que possam lhe trazer mais medo e, se puder, manifeste sua necessidade para que mudem de assunto. 

Em segundo lugar, uma forma de se distrair dessa infinidade de notícias trágicas é tentar focar nas atividades que realmente precisam ser feitas por você no seu cotidiano: trabalho, estudos, organização da casa e cuidados de higiene pessoal. É muito importante que o seu entorno esteja limpo e organizado, pois o ambiente externo contagia o nosso ambiente interior. Além disso, cumprir tarefas obrigatórias também possui sua importância a partir do momento em que são capazes de garantir sentimentos de utilidade, potência e capacidade. 

Em terceiro lugar, nos momento em que sentir ansiedade ou desespero frente a informações lamentáveis, pare o que estiver fazendo e simplesmente respire. Respire fundo algumas vezes, preste atenção em suas sensações corporais, observe os objetos que estão a sua volta e se concentre no “aqui e agora” para que pensamentos ansiosos sobre o futuro não tomem conta de sua mente. Além disso, procure realizar atividades prazerosas para que sua mente e seu corpo se distraiam das fatalidades: beba um suco ou chá bem devagar, tome um banho relaxante, assista um filme tranquilo ou apenas ouça uma música suave. 

Em quarto lugar, se sentir necessidade, converse com pessoas amigas e confiáveis sobre seus sentimentos. Procure não ficar sozinho por longos períodos para que o sentimento de solidão não seja duradouro. Se for preciso, busque ajuda profissional de um psicólogo. Compartilhar suas vulnerabilidades com pessoas aptas a ouvir e preparadas para ajudar é um passo extremamente importante para que você recupere as rédeas de sua vida. 

Por fim, mas não menos importante, gostaria de enfatizar uma ferramenta muito importante para manter a calma e manter acesa a paz interior: a oração. Rezar com paciência apenas uma ave-maria em momentos de estresse ou ansiedade pode ser uma prática muito eficaz para recuperar o fôlego. A oração nos ajuda a nos concentrarmos no presente, a alimentar a confiança na proteção Divina e a restaurar a esperança de que dias melhores estão por vir. Reze o terço pela sua calma e pela paz no mundo, participe da missa rogando a Deus pela proteção da humanidade e se una aos santos para que estes intercedam por nós e por nossas famílias para que Deus nos dê a força para continuar lutando e vivendo. 

Que nós saibamos que, não importa o tamanho da tempestade, Jesus está na barca ao nosso lado. Ele cuida de nós, nos abraça e nos consola em momentos de desolação, de desesperança, de medo e de ansiedade. Que nesse tempo da Quaresma, a paixão de Nosso Senhor Jesus nos faça recordar que o pior dos sofrimentos humanos já foi vencido. Ele venceu a dor, a humilhação, a perda, a tristeza e…a morte. Coloquemos nossa atenção na única notícia que nada nesse mundo é capaz de mudar: com Jesus já somos mais que vencedores. 

 

Ana Carolina Peixoto

Oficina de Valores

 

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