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Doze Homens e um Grande Segredo

“Naqueles dias, Jesus foi à montanha para orar. Passou a noite toda em oração a Deus. Ao
amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de
Apóstolos.” (Lc 6, 12-13).

A escolha daqueles que seriam seus discípulos mais próximos foi de tamanha importância para o cumprimento e continuidade da missão de Nosso Senhor que foi necessária uma noite inteira de oração, como nos revela o detalhe deixado por São Lucas em seu Evangelho. Fica claro para nós que essa foi uma decisão tomada com consciência e com muito zelo: aquele seria o grupo de homens que mais de perto acompanharia Jesus. Quando voltamos nossa atenção, porém, aos detalhes deixados no Novo Testamento sobre esses doze homens, percebemos como esse pode ser, na verdade, um grupo um tanto inusitado.

Em um primeiro plano, encontramos uma variedade entre as profissões que eram exercidas pelos Apóstolos antes do chamado de Jesus. Temos desde pescadores, como era o caso de André e João, até um cobrador de impostos, como é o caso de Levi, posteriormente chamado de Mateus. Além disso, também encontramos nos Evangelhos certos vestígios sobre as famílias desses homens. Dentro do próprio grupo, temos pares de irmãos, como Tiago menor e Judas Tadeu, sabemos também que Pedro era casado, detalhe revelado no episódio da “cura da sogra de Pedro”, e, como Felipe Aquino nos conta em seu livro “Os Doze Apóstolos”, é bem possível que o noivo das bodas de Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre, fosse Judas Tadeu.

Outro ponto que nos chama a atenção são as diferentes personalidades e temperamentos que encontramos entre os doze e que ficam claras nas passagens por eles protagonizadas e nas cartas deixadas por alguns deles. De forma contrastante, ao mesmo tempo em que Pedro toma a frente, fazendo perguntas e dando respostas, há a presença tenra de João, que repousa a cabeça no peito do Mestre e acolhe Maria em sua casa. Mas com tantas diferenças, o que esses homens têm em comum? Por que Jesus os escolheu?

Primeiramente, é graças a algumas atitudes dos Apóstolos que, movidos por suas individualidades, falaram e agiram de forma a dar a Jesus a oportunidade de ensinar ainda mais sobre si mesmo e sobre seu Reino. Aprendemos sobre fé com Tomé, sobre o poder de Deus com Filipe e sobre conversão com Mateus, ensinamentos que se não fosse pelas características particulares de cada um, talvez hoje não saberíamos de forma tão clara.

A verdade é que justamente a diferença entre os doze Apóstolos é o que os torna o grupo utilizado por Deus para cumprir a sua vontade, como vamos encontrar no número 873 do Catecismo: “As próprias diferenças que o Senhor quis estabelecer entre os membros de seu corpo servem à sua unidade e à sua missão. De fato, embora exista na Igreja diversidade de serviços, há unidade de missão. Cristo confiou aos Apóstolos e a seus sucessores o múnus de ensinar, de santificar e de governar em seu nome e por seu poder […]”.

Dessa forma, não foram só doze indivíduos que foram escolhidos a dedo pelo Mestre. Jesus, na verdade, também escolheu suas vidas, famílias, personalidades e características, de forma que eles se complementassem e fortalecessem, tornando-se parte de algo maior, de uma unidade. O segredo desses doze homens é, portanto, a resposta positiva ao chamado de Deus, a entrega total de seus próprios planos e a permissão que deram de serem moldados conforme a vontade do Senhor.

Com eles aprendemos que independente de nossas características pessoais, somos convidados a nos entregar completamente à vontade de Deus, que tem grandes planos para nossas vidas. Que possamos, assim como os doze apóstolos, compreender que somos chamados por Jesus de forma individual, para que, com nossos diferentes dons, capacidades e qualidades, façamos parte da unidade da Igreja. Que possamos também contar com a interseção desses doze santos para que, seguindo o exemplo por eles deixado, nos coloquemos à disposição de Cristo para falar sobre tudo o que vimos e ouvimos e no fim, com eles, contemplar a Cidade cuja “muralha tem doze alicerces, sobre os quais estão escritos os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21,14).

Santos Doze Apóstolos, rogai por nós!

Viviane Peixoto – Oficina de Valores

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