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Eu, lixo? – Uma reflexão sobre Toy Story 4

Sabe aquele desenho animado que fez parte da sua infância e que te traz um sentimento muito bom? Aquele filme que quando você se lembra dos personagens ou das músicas, sente uma mistura de saudade e vontade de voltar naquela época em que o maior problema era descobrir como você dormiu no sofá e acordou na cama. Bom, eu não sei quais foram os filmes que marcaram a sua infância, mas posso dizer que Toy Story marcou a minha. É um dos filmes que eu quero que meus filhos assistam e pelo qual guardarei um carinho enorme por toda a minha vida. Para a minha felicidade, lançaram Toy Story 4 e é claro que eu precisava ir ao cinema para assistir. Eu me emocionei durante o filme e fui levada a refletir sobre alguns aspectos da minha vida.

Para começar, Toy Story 4 narra o esforço do Xerife Woody para resgatar o novo brinquedo feito de lixo, o Garfinho, e leva-lo para sua criança. Garfinho constantemente afirma que ele é um descartável e que seu lugar é na lixeira, pois não se identifica como brinquedo. A lixeira para ele é um lugar quentinho e aconchegante. Em uma das cenas, porém, o cowboy Woody tenta convencer o Garfinho de que o fato dele ser feito de lixo não exclui sua missão de ser um brinquedo especial e que ele precisava estar presente nos acontecimentos da vida daquela criança que o criou. Tudo isso me fez refletir sobre o que sou e qual é a minha missão nesse mundo. Comecei a pensar que, muitas vezes, faço como o Garfinho: não compreendo meu valor e não consigo identificar qual é a missão que me foi dada.

Com muita facilidade, nós nos menosprezamos de diversas formas, algumas até sem perceber. Seja com palavras negativas ou com atitudes, nós só focamos nos nossos defeitos e pecados e não nos tratamos com o devido valor. Valor dado por Deus! Isso pode parecer um pouco clichê, mas se eu te perguntasse “qual foi a última vez que você se sentiu verdadeiramente precioso(a) e amado(a)?”, qual seria a sua resposta? Pois é, eu me perguntei exatamente isso e vendo Toy Story 4, percebi que preciso constantemente me lembrar que sou uma filha amada do Pai, apesar de meus defeitos e pecados. O próprio Deus me falou isso e está escrito nas Escrituras: Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti” (Isaías 43: 4). Compreender e guardar essas palavras não é alimentar orgulho ou qualquer tipo de soberba, mas reconhecer que o lixo não é um lugar aconchegante e quentinho. Preciso buscar o que é belo, valioso e correto, simplesmente porque Deus me criou para isso.

 Tendo isso bem claro em minha mente, consigo, por consequência, reconhecer que há uma missão para cumprir: mesmo não sendo uma pessoa ideal, apesar dos meus defeitos, sou amada por Deus e sou responsável pelas pessoas que me foram entregues para amar. Assim como o Garfinho precisava voltar para amar sua criança, nós fomos feitos para amar as outras pessoas. Um amor de serviço, um amor prático e concreto, um amor que não é egoísta! Ninguém nunca falou que é uma tarefa fácil, mas é preciso tentar e dar um primeiro passo. Se você sente que é algo que ainda não está sendo feito da melhor forma possível, pense o que poderia ser feito diferente e quais atitudes precisam ser tomadas. Comece com pequenos atos de amor e posteriormente verá que o pouco, feito por amor, será muito.

Por fim, além de deixar o filme como indicação, pois vale a pena assistir, também te convido a constantemente se lembrar, cada vez que você estiver se sentindo a pior pessoa do mundo, da seguinte frase: “Não sou lixo, não sou um descartável, sou um filho amado de Deus e tenho uma missão!”. Se guardarmos isso em nosso coração, com certeza, tomaremos decisões muito melhores e nunca perderemos o sentido de nossa vida: amar e servir!

 

Ana Carolina Peixoto – Oficina de Valores

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