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Juventude e Mercado de Trabalho

Hoje chegamos ao último texto desta sequência sobre Juventude e Mercado de Trabalho. Poderia ter começado diretamente por esse texto, que trata diretamente do tema que foi pedido, mas correria o risco de ter sido superficial demais em pontos que são importantes e alicerçam esse tema; por isso resolvi escrever os outros textos para que pudéssemos tratar desse assunto de maneira mais clara e com critérios melhores.

Já no início desse texto gostaria de convidar o leitor a refletir sobre o que ele espera do Mercado de Trabalho. Talvez a expressão mercado de trabalho seja muito abstrata. O que você espera do seu trabalho? Ou, caso o leitor não trabalhe, do seu futuro trabalho?

Tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas que estavam ingressando no mercado de trabalho e escutei muitas histórias interessantes. A que mais me marcou foi a de um menino afirmando que gostaria de trabalhar no mercado financeiro e, quando entrasse, ele não ligaria de trabalhar 14h por dia (ou até mais) e falava que esse era o diferencial que ele tinha a oferecer à empresa que o contratasse. Outras histórias eram sobre planos de passar em um concurso público para garantir estabilidade e não se ter que trabalhar com esforço ou ainda pessoas que aceitariam qualquer tipo de trabalho, desde que esse trouxesse altos salários.

Acredito que, por trás de cada história, tivesse um desejo bom de encontrar realização na vida profissional, mas será que essas elas levarão essas pessoas a uma vida realizada?

Depois de fazer algumas entrevistas de trabalho e lidar de perto com processo de recrutamento de algumas empresas, observo que as perguntas deixaram de ser “disponibilidade de horário para horas extras” e começam a ser sobre “como você conduz sua vida fora do trabalho”. Essas mudanças começaram nos últimos anos, em um cenário em que as empresas têm tido dificuldades de reter seus talentos (funcionários que se destacam por sua competência profissional) e começaram a questionar o motivo dessa dificuldade.

Com essa mudança no cenário das contratações e nos planos de carreira nas empresas, começou-se a desejar funcionários que pudessem garantir uma produtividade alta a longo prazo, ou seja, funcionários que tenham uma vida saudável e estável (para um melhor entendimento desse tema recomendo o texto de crescimento sustentável) para que possam ser repositórios da confiança das empresas e permaneçam nela com o passar dos anos.

O questionamento que surge é: se as empresas estão percebendo que os funcionários necessitam desenvolver outros aspectos de sua vida para garantir um desenvolvimento profissional sustentável, por que muitos funcionários se submetem a condições de trabalho deploráveis e não enxergam o quanto perdem com essa decisão? Talvez eu e você também possamos cair nesse erro, então, pergunta-se: como andam nossas escalas de prioridade? O que temos oferecido para o nosso trabalho ou para a sociedade como diferencial no que fazemos?

Ao questionar sobre o que você espera do mercado de trabalho e do seu emprego, quero te convidar a refletir sobre em que você tem gastado sua energia. O trabalho é um meio para ajudar a sociedade como um todo? Você tem levado a sério suas obrigações no trabalho?

Observamos que cada vez mais as pessoas perdendo qualidade no trabalho. Muitos perdem horas e horas no facebook, checando e-mails excessivas vezes, lendo jornais e tantas outras coisas durante o período de trabalho. Fazendo com que tenham que compensar trabalhando fora do período de trabalho.

O homem foi feito para trabalhar, é interessante pensarmos isso ao olharmos para a criação narrada no livro do Gênesis: “O SENHOR Deus tomou o homem e o colocou no jardim de Éden, para o cultivar e guardar.” (Gen 2, 15).

Muitas vezes encaramos o trabalho como castigo, como se a necessidade de trabalhar fosse uma punição de Deus para a humanidade e nesse pensamento criamos o hábito de fazermos as coisas mal feitas, sem nos doarmos plenamente. Entretanto, a verdade é que o trabalho é um convite ao homem a cultivar os dons criados por Deus e, como todo convite de Deus, é necessário que respondamos com todo nosso empenho, pois nisso consiste nossa realização.

Finalizando esse texto, volto ao questionamento sobre o que podemos oferecer de diferencial no nosso trabalho. Espero que nossa resposta possa ser uma dedicação fora do comum para fazermos o melhor que pudermos as coisas no tempo em que nos foram solicitadas, e assim não precisemos oferecer 20h de trabalho por dia, mas oferecer 8h intensas que possam levar os outros a questionar o porquê da nossa dedicação e assim possamos mostrar a Verdade que nos modificou.

A grande vantagem de sermos jovens é encaramos de frente aos desafios, portanto, convido a nos questionarmos sempre se a empresa para a qual estamos nos candidatando nos oferece o desafio de sermos sempre melhores e que nos permita crescer em todos os aspectos da nossa vida. A grande demanda do Mercado é por bons profissionais e garanto que os melhores profissionais são aqueles que sabem quais são os limites e que trabalham com uma intensidade cada vez maior.

Jonathan Penha de Almeida
Estudante de engenharia de produção – UFRJ – Oficina de Valores

 

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