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O mundo precisa de pessoas pacíficas

 

Tenho certeza de que o título, de alguma forma, tenha atraído você a esse texto que está começando a ler. Mesmo que esse não tenha sido o motivo de você estar aqui, creio que o tema da “paz” lhe chame a atenção de alguma forma. Os seres humanos vivenciaram, ao longo da história, inúmeros conflitos que provocaram estragos quase que irreparáveis para algumas pessoas, e somente os momentos de trégua e paz fizeram com que as nações pudessem se reestruturar e crescer. Da mesma forma acontece conosco, em nosso interior. Nós só conseguimos construir nossa vida e buscar a felicidade que tanto almejamos quando estamos em paz conosco e com as pessoas ao nosso redor.

Da mesma maneira que um país não consegue sobreviver em uma guerra constante, as pessoas precisam buscar a paz interior e ser pacíficas com os demais a fim de que sejam mais humanas e se aproximem também de Deus. As bem-aventuranças de Jesus Cristo, apresentadas no livro de Mateus (5, 3-12), trazem um encorajamento em torno da vivência da paz: “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5, 9). Em outras palavras, Cristo mostra a importância de acolhermos a pacificação Dele para levarmos a paz aos demais e evitar o mal, os conflitos, o ódio, a perseguição!

Porventura você já parou algum dia para perceber quantas vezes agiu por impulso, raiva ou ódio de alguém sem ao menos dar a essa pessoa a chance de se desculpar ou explicar o ocorrido? Pense em brigas ou discussões que você se envolveu apenas para ter a famosa “palavra final”. Tais atitudes, sem dúvidas, são fruto de um egocentrismo, entretanto, só existem em nós porque deixamos de ser pacíficos e nos tornamos “senhores da guerra”. Quando digo “pacífico” não me refiro aquela pessoa que aceita tudo como está, sem reivindicar ou que se coloca sempre de maneira “passiva” aos acontecimentos. De modo inverso, penso que “os pacíficos” são aqueles que conseguem enxergar a dor, o sofrimento, as dificuldades como obstáculos a serem vencidos com amor, mesmo que não seja algo previamente escolhido.

Voltemos agora ao tópico do início do texto: por que buscamos e nos atraímos tanto pela ideia de paz? Segundo o escritor Jacques Phillipe, somente um coração em paz é capaz de amar verdadeiramente (somente nesse coração é que Deus consegue agir). E apenas com a paz nós podemos tomar as melhores decisões sem o apelo de nossas emoções e deixamos de ser um joguete delas. Por isso temos tanta sede de paz e justiça. Todavia, para alcançarmos essa “pacificação” é importante que olhemos para nós mesmos antes de qualquer passo a mais. Para termos paz é fundamental que tiremos um tempo de descanso semanal, deixemos de lado o trabalho e a vida caótica na qual vivemos de lado um pouco para termos um tempo para oração, para nós e para nossa família.

A temática das bem-aventuranças pode parecer um pouco desconexa da realidade daquele que não é cristão, justamente por ser um ensinamento contido na bíblia, entretanto no fundo, elas são um conjunto de caminhos para atingirmos à felicidade e para que amemos mais uns aos outros. Nesse sentido, poderíamos dizer que devemos estar em paz com nós mesmos para vivermos toda a verdade cristã. Somente quando a paz de Deus atinge o nosso coração é que conseguimos aceitar e viver as perseguições e calúnias (oitava/nona bem-aventurança) do nosso dia a dia e vivenciar as nossas cruzes com amor – mesmo que em meio à dor.

Lucas Rodrigues

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