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Os grandes desafios de Gandalf e Saruman

Quem leu o livro, ou viu os filmes do Senhor dos Anéis, vai se lembrar de Saruman, o Branco, o mago senhor de Isengard, uma das “Duas Torres” que são o tema do segundo volume. Quem nem leu o livro, nem viu o filme, deve ter ouvido falar de Gandalf, o Cinzento, um dos protagonistas da história e a maior estrela do elenco que fez o filme. O ator, Ian McKellen, também fez Dumbledore e Magneto – dá para encarar?

Esses dois personagens, Gandalf e Saruman, são dois dos mais poderosos personagens da Terra Média, palco da histórica do Senhor dos Anéis. Eles são magos, da ordem dos Istari, que são seres misteriosos com a missão de inspirar e ajudar os povos a derrotar as forças do mal. Durante os eventos narrados nos livros de Tolkien, Gandalf lidera a comitiva que tem como missão destruir o Um Anel e derrotar Sauron, o principal vilão da história. Galdalf salva o dia diversas vezes, como quando encontra o trio Aragorn, Legolas e Gimli perdidos na floresta de Fanghorn, e quando liberta Théoden, rei de Roham, da influência do malvado Gríma Língua-de-Cobra. Saruman, num episódio que é apenas mencionado nos livros, lidera o Conselho Branco e expulsa Sauron de sua fortaleza na Floresta das Trevas.

Gandalf e Saruman são, portanto, dois magos bons, que têm a missão de derrotar e expulsar o mal da Terra Média através da ajuda e conselho aos povos livres: elfos, humanos, anões, hobbits e outros. Durante muito tempo, os dois realizaram essa missão e lutaram contra as forças de Sauron.

Durante a história do Senhor dos Anéis, Gandalf e Saruman, cada um a seu modo, passam pelos maiores desafios de suas vidas e são confrontados com um grande poder maligno. Quando os membros da Comitiva do Anel estão atravessando as infames Minas de Moria, eles deparam-se com um Balrog, uma espécie de demônio muito poderoso que expulsou os anões das Minas séculos atrás. Este encontro acontece numa ponte, e Gandalf percebeu que a Comitiva só conseguiria atravessar se ele enfrentasse o Balrog. Nesse confronto, Gandalf acaba derrotando o monstro, mas apenas ao custo de sua própria vida. Saruman, por outro lado, ao usar seus poderes e artefatos mágicos, descobre que o Um Anel não estava perdido, mas tinha sido encontrado. Saruman foi então confrontado com a tentação de buscar o Anel e possuí-lo para si, pois assim ele teria poder para finalmente derrotar Sauron. Saruman conhecia melhor que ninguém a força maligna do Um Anel, sabia que ele tinha vontade própria e que sua principal força para derrotar as pessoas e se reencontrar com seu senhor era a tentação do poder. Mesmo assim, quando Saruman enfrenta esta “batalha” em seu coração, ele sucumbe e se entrega totalmente ao objetivo de encontrar o Anel, a ponto de trair e aprisionar seu amigo Gandalf, derrubar as florestas para construir um exército de Orcs, e tiranizar as cidades dos Hobbits.

Gandalf e Saruman, desta forma, são duas pessoas fundamentalmente boas, mas que têm atitudes diferentes na hora de seus maiores desafios. Ao se deparar com a sedução do poder do Anel, a ganância de Saruman fala mais alto que sua bondade. A alternativa que ele tinha era reconhecer sua fraqueza em relação ao Anel e abrir mão do desejo de possuí-lo, mas acabou sendo vencido e seu coração acaba completamente corrompido pelo poder do Anel. No final da história, Saruman acaba se tornando uma pessoa mesquinha e mentirosa, despojado de toda honra e poder, e acaba sendo traído e morto pela única pessoa que ainda o seguia. Gandalf, por outro lado, em sua hora mais extrema, percebeu que precisaria sacrificar sua vida para salvar seus amigos e a missão que eles tinham. De fato, ele foi morto pelo Balrog. Porém, Gandalf recebe de novo sua vida, e retorna à história, dessa vez como Gandalf, o Branco, o novo líder dos Istari. Ou seja, enquanto Saruman teve medo de ser fraco e acabou perdendo tudo, Gandalf não teve medo de entregar tudo e no fim ganhou muito mais do que já tinha.

A história de Gandalf e Saruman pode nos ensinar muitas coisas. Aprendemos que, por melhor que nós sejamos, temos sempre que cuidar para não nos entregarmos às oportunidades de praticar o mal que aparecem em nossas vidas. Aprendemos que a batalha contra o mal pode ser épica, como o confronto com o Balrog, mas pode ser silenciosa, como a voz sedutora do Anel. Acima de tudo, porém, podemos destacar a lição do valor do sacrifício pessoal e da entrega de nossa vontade, nossas posses, nosso poder e nossa vida por causa de um ideal que está acima de nós. Todos nós, em todos os dias, somos confrontados com a oportunidade de fazer esta entrega, basta estarmos atentos para reconhecer os momentos de enfrentar os demônios na ponte à frente de nós e de dizer não aos demônios que nos sussurram aos ouvidos.

Sobre Thales Bittencourt

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