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Quem vive de Amor não morre

O que é o Amor se não uma decisão por alguém? É claro que se trata de uma decisão movida por sentimentos, mas nem só de sentimentos se faz o Amor. Afinal de contas o amado pode ter ações que provoquem sentimentos ruins a quem o ama, o que garante a prática do Amor para além da transitoriedade do que se sente é a decisão, o decidir-se por alguém. 

Reconhecer que somos amados por alguém, significa ter consciência que aquela pessoa se decidiu pela nossa vida! Nisso consiste o Amor dos pais pelos filhos, por exemplo. Sendo desejada ou não a gestação, os pais decidem levá-la até o fim e permitem o nascimento da criança, isso é decidir-se pela vida, é dizer sim à vida! Diante de um desentendimento com um amigo, ou mesmo diante de um erro grave por ele cometido, a experiência de se abrir a ouvir a versão dele, entendê-lo (mesmo discordando) e perdoá-lo ou pedir perdão, significa reconhecer que o valor daquela amizade é maior do que o impacto do episódio em questão. 

O Amor e só o Amor, tem a incrível capacidade de sempre acreditar! Quando amamos a alguém, nós sempre acreditamos que aquela pessoa é capaz de ser feliz e fazemos todos os esforços do mundo para contribuir para a felicidade dela! Como saber se de fato sou amado? Como saber se eu amo verdadeiramente? Em outras palavras, como o Amor é medido? 

Chesterton diz que a verdadeira virtude do Amor consiste em amar o que não é amável. Pode soar estranho num primeiro momento, mas faz muito sentido, não é nenhum esforço ou virtude amar o que já me é agradável ou favorável, isso qualquer pessoa em qualquer circunstância é capaz de fazer. Agora, amar a quem me odeia ou me faz mal é terrivelmente desafiador e é nesse desafio que consiste uma das grandes novidades do cristianismo: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”. (MT 5, 44-45). 

O conceito cristão de Amor é o presente na raiz etimológica da palavra misericórdia (misere + cor) é o coração que encontra o miserável, tanto nas Escrituras, quanto recentemente numa carta apostólica do Papa Francisco essa definição é repetida: “Deus tem entranhas de Misericórdia”¹. Isso significa dizer que Deus é essencialmente o Amor que vem ao encontro das nossas misérias, erros, inseguranças, vulnerabilidades.

O que celebramos nesta data que a Tradição passou a chamar de sexta feira da Paixão é exatamente o ápice dessa experiência! A maior manifestação de Amor possível que alguém pode dar por outra pessoa é a de entregar a sua própria vida para salvá-la! 

Nós, definitivamente, não temos noção do que isso significa. Em um dado momento, o próprio Deus encarnado, Jesus Cristo, olhou para minha vida e para a sua e pensou: eu acredito tanto nessa pessoa, que eu estou disposto a morrer para que ela tenha a oportunidade de continuar vivendo! Me arrepio enquanto escrevo isso, porque essa é a maior das verdades da nossa fé! Cremos em um Deus que nos ama com um amor apaixonado! A ponto de morrer pela nossa salvação! Com essa morte, ele nos garante de forma inquestionável que somos amados até às últimas consequências, ele nos deixa o ensinamento de que amar de verdade é se doar, gastar, entregar a nossa vida pelos outros e acima de tudo, ele nos ensina que quem vive de Amor não morre! Repito, quem vive de Amor não morre! Se eu não vivo de Amor, a história tem seu ponto final hoje, com Cristo na cruz. Se eu escolhi viver de Amor, a história continua… Qual é a tua opção? 

 

1 Oséias 11,8; Lucas 1,78; Colossenses 3,12. 

Papa Francisco – Bula “Rosto da misericórdia”.

 

Rodrigo Moco

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