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Sobre o Tempo

 

Ou: “Não dá pra mim, tô enrolado!”

Nas últimas semanas tenho refletido sobre o tempo, em parte, graças a uma leitura que estou fazendo, já, já cito a fonte. Uma frase que a gente ouve muito (e fala muito) é: “Não tenho tempo pra isso!”, às vezes de outras formas é claro, mas a impressão que tenho é que ninguém mais tem tempo. Todos correndo contra o relógio, ou fugindo dele, sempre com
aquela tensão danada, preocupados em aproveitar bem o tempo, empilhando compromissos, tentando abraçar o mundo com as pernas porque afinal de contas a vida acaba, né? Mas isso dá margem pra deixarmos furos com os amigos, pra não conseguirmos estudar direito, não descansarmos de maneira sadia e uma série de outros problemas que poderiam ser enumerados aqui por longos minutos. Mas não quero gastar seu tempo com isso… 😉

A ideia aqui seria questionar: “como eu me refiro ao meu tempo?”. O tipo de linguagem que a gente usa pra falar sobre as coisas demonstra a importância que damos a elas. Como eu falo do meu tempo?

Pra começar, a frase: “não tenho tempo pra isso” é completamente mentirosa e desprovida de sentido. Eu e você temos tempo, exatamente a mesma porção, esses mesmos 60 minutos nesta hora que está em curso enquanto você lê isso, por exemplo. Ao nos referirmos ao tempo dessa maneira, estaríamos dizendo que não temos escolha, o que não é verdade! A maneira correta de nos expressarmos seria: “escolhi priorizar outra(s) coisa(s) neste dado momento”. É importante frisar que SEMPRE temos escolha, não somos reféns do relógio, do calendário, da quantidade de compromissos, e se essa quantidade é grande foi por escolha nossa. Portanto, quem define o que eu faço com a sucessão de momentos que compõem meus dias, sou eu.
Outro ponto interessante é saber diferenciar o tempo “cronos” do tempo “kairós”. Empresto dos gregos, duas das várias definições de tempo que eles usavam: cronos para o tempo mais tangível, por assim dizer e kairós para a ideia mais abstrata. Explico:

Usando um exemplo bíblico – quando Herodes consultou os magos pra saber da profecia que indicava o nascimento de um rei, em um determinado tempo, ao aparecimento de uma determinada estrela (Mt 2, 7), esse tempo do qual fala é tangível, mensurável e portanto, cronos.
Nas leituras do Evangelho durante a Missa, ao começar com a expressão “Naquele tempo…”, trata-se de um tempo mais abrangente, abstrato, envolvendo uma atmosfera diferente de um tempo definido e medido; Quando dizemos “no meu tempo isso era diferente…”, esse é o tempo kairós.

Como vimos, os gregos referiam-se ao tempo de maneiras diferentes com palavras diferentes e querendo dizer coisas diferentes. Ambos os conceitos tem pesos diferentes e se relacionam intimamente.

O que concluir disso tudo? Bem, sabendo exatamente o que é o tempo que temos nas mãos, e como lidar com o kairós que estamos vivendo, é perfeitmente possível gerenciar melhor o cronos do dia-a dia. Entendendo o nosso momento presente, aproveitamos bem melhor cada hora, cada minuto baseados na livre escolha consciente de quem sabe o que quer e o que quer priorizar.

E o livro, no qual nossa reflexão foi baseada e adaptada é: “Administração Espiritual do Tempo” da editora Vozes, principalmente os dois primeiros capítulos. Recomendo, se você… tiver um tempinho!

Paz e bem!

Sobre Adriano Reis

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4 Comentários

  1. Anderson Dideco

    Cotonete, vc é meu herói – rs!
    Fabuloso o txt!

  2. gostei bastante do texto…

  3. O texto é muito bom e claro!

  4. Gostei muitoo!! =D
    Está passando da hora de organizar e priorizar as coisas que realmente importam…

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