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“Todos os caminhos vão dar a Roma”

  

 

Tivemos no último fim de semana o 1º Retiro de Universitários da Oficina de Valores. Uma proposta totalmente inovadora de apresentação do Cristianismo Católico, tanto na sua dimensão principal, que é a experiência do encontro com uma pessoa, quanto nos argumentos e embasamentos (filosóficos, teológicos e históricos) que sustentam racionalmente a razoabilidade da fé.
Impulsionado e motivado por isso, busquei resgatar uma das mais marcantes conversões de que já tive notícia para apresentá-la aqui no blog. Os protagonistas dessa história são o casal Scott e Kimberly Hahn e ambos narram a sua experiência de conversão ao catolicismo através do livro intitulado “Todos os caminhos vão dar a Roma”. Scott ,nascido em 1957 nos EUA, de berço cristão protestante mas sem o rigor da participação frequente na Igreja. Seu grande incentivador foi um amigo chamado Jack, responsável por um projeto religioso na escola. Através desse projeto conduzido por Jack, Scott aprofundou-se nas escrituras e no amor a Deus tendo lido antes do fim do Ensino Médio a Bíblia inteira, duas ou três vezes. O autor se descreve da seguinte maneira a esta altura: “não sou só um Cristão com a bíblia, mas alguém que foi convencido que até 1500, o Evangelho tinha estado perdido entre o período medieval, com superstições e práticas pagãs que a Igreja católica tinha adotado. E assim esta primeira convicção era ajudar meus amigos católicos para o Evangelho de Jesus Cristo, lhes mostrar a Bíblia, e para mostrar para eles que na Bíblia, você aceita Jesus como Salvador e isso era tudo. Não Maria, não os Santos, não purgatório, não devoções etc.”
Com uma enorme sede de Deus e um considerável destaque intelectual, Scott ingressou na faculdade onde estudou profundamente: filosofia, teologia e economia e se dedicou a alcançar crianças que não conheciam a Cristo, incluindo nesta categoria as crianças católicas. “Eu descobri depois de vários estudos da Bíblia que não só estas crianças, mas praticamente todo católico adulto que encontrei não sabia o que a Igreja católica ensinava. Assim conseguindo que eles vissem a Bíblia, estava como apanhar patos em um barril. Eles não estavam prontos, eles eram desarvorados, eles eram indefesos.”
Convidou sua amiga de classe, Kimberly para ser sua parceira de pesquisa e posteriormente vieram a se casar. Ambos formaram-se e ingressaram em um seminário Presbiteriano, no qual Scott foi o estudante de maior destaque. Através de uma pesquisa a respeito dos métodos “contraceptivos” pela primeira vez Scott teve contato com uma obra católica despido de preconceitos: “Bem, eu comecei a ler o livro. Passei por dois ou três capítulos e ele estava começando a fazer sentido. Eu não queria francamente que ele fizesse sentido algum. O Livro mostrava que o matrimonio não é só um ato físico; é um ato espiritual que Deus tem projetado no matrimonio e é sempre renovado. Terminei de ler o livro, e fiquei convencido.”
Scott continuou sua jornada acadêmica, tornando-se um respeitado pastor em Virgínia e professor do Seminário Presbiteriano. Aprofundando-se cada vez mais nos seus estudos, recebendo bolsas e reconhecimento pelos seus trabalhos, continuava a lutar com afinco por conduzir as pessoas à verdade. Neste momento de sua vida, Scott se deparou com questões que até então não tinha pensado.
Em sua narrativa, ele destaca o discurso do Pão da Vida, em que Cristo diz: “Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna e eu o elevarei no último dia, pois minha carne é verdadeiramente uma comida e meu sangue verdadeiramente uma bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele”. Não poderia ser figurativo, tanto que das milhares de pessoas que ouviam o discurso, vários vão embora por considerarem a proposta absurda e Cristo não faz absolutamente nenhuma menção a um possível sentido figurativo, simplesmente pergunta aos apóstolos se eles também partirão, e Pedro responde com a famosa profissão: “A quem iremos nós, se só tu tens palavras de vida Eterna?”.
A segunda grande questão que ele coloca refere-se a ideia protestante de “Sola scriptura”; Durante uma exposição de trabalhos, um de seus alunos levanta a seguinte questão: “Onde a Bíblia diz que somente a Bíblia é a fonte verdadeira e infalível de fé?” Scott não somente não sabia como responder, como deixou-se tocar pela questão.
Procurando responder a questões que o incomodavam, Scott conheceu a Teologia Católica: “Em dois anos eu tinha lido vários livros, e comecei a ler os teólogos Católicos pela primeira vez e os Estudantes da Bíblia. E eu estava impressionado com as perspicácias deles, eram de acordo com minhas próprias descobertas pessoais, descobertas inovadoras que eu estava assumindo.”
Kimberly, decepcionada e relutante com o resultado da busca do esposo, dizia: “Qualquer coisa, menos se tornar católico.” Ela encarava isso como uma traição, mas por mais difícil que fosse, estava aberta a verdade. Recomendou ao esposo que estudasse de forma aprofundada a doutrina católica para não haver dúvidas, não se decidir sem antes conhecer bem os elementos da doutrina. Assim foi, até que não havia mais dúvidas, Scott era um católico convertido: “Primeiro, eu comecei a pedir um rosário. Eu estava muito assustado, mas procedi a rezar, e como rezei. Comecei a entender então os Católicos. Logo veio em minha mente, que eu era uma criança de Deus. Eu não tinha somente Deus como Pai e Cristo como meu irmão; mas eu tinha também uma Mãe.”
Daí em diante a história é extraordinária; Embora Kimberly compreendesse a busca do esposo, se incomodava com a conversão ao catolicismo. Aquilo era algo muito distante do que ela havia lido e ouvido até então. Durante uma Missa em que ela o acompanhou, ambos choravam e rezavam pedindo a Deus uma explicação. Foi quando Deus falou à Scott: “Olhe, eu não lhe estou pedindo que se torne um católico apesar de seu amor por Kimberly, porque eu a amo mais que você”.
Em seguida, Kimberly também se converte ao catolicismo, e eles se tornam um casal de defensores da fé católica. Partilho essa história porque ela me encanta e me encanta porque é uma busca sincera, onde não há inverdades, omissão de informações, ou qualquer outra questão mal resolvida que deixe a busca pela verdade em segundo plano. Além do que, é uma história bela!
Vários grandes autores falam da centralidade da beleza. Dostoievsky acredita que “A beleza salvará o mundo”; Giussani entende que “A estrada é bela pra quem caminha”; e há também Chesterton, que insiste na importância do “maravilhar-se”; Concluo com o comentário que Scott fez a respeito da primeira Missa que participou como Católico, mostrando a beleza da descoberta de que todos os caminhos levam a Roma: “A Liturgia da Palavra era rica. Eles leram a Bíblia mais do que eu pensei. Então a Liturgia da Eucaristia começou. Eu assisti e escutei como o padre pronunciou as palavras de consagração. E eu confesso, a última gota de dúvida escoou fora naquele momento. Eu olhei e disse, “Meu Deus, meu Deus.” Como as pessoas começaram a ir adiante para receber a comunhão, eu fiquei alegre e o Senhor entrou em meu coração. O Senhor é Deus e meu Salvador pessoal , mas agora eu penso que o Senhor quer vir em meu corpo como também em minha alma até que esta comunhão esteja completa.”
Referências: http://www.scotthahn.com/
Hahn, Scott e Kimberly. Todos os caminhos vão dar a Roma.

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